Saúde da mulher

Procedimentos de ginecologia estética: como são feitos

Por Instituto AG · 6 de dezembro de 2024 · 6 min de leitura

Quatro mulheres conversando sentadas em uma sala branca e ampla, com janelas grandes e plantas

Os procedimentos de ginecologia estética se dividem em quatro grandes grupos: cirurgias, como a ninfoplastia e a perineoplastia; tecnologias de energia, como laser e radiofrequência; injetáveis, como preenchimento com ácido hialurônico e bioestimuladores; e peelings para clareamento da pele. Eles diferem bastante no modo de fazer, na recuperação, nos riscos e na qualidade das evidências. Este guia descreve cada grupo de forma geral, para que a mulher saiba do que se trata antes de conversar com o médico.

Cirurgias íntimas

As cirurgias são os procedimentos com efeito mais definitivo e também os que exigem mais cuidado na indicação, porque retiram ou reposicionam tecido de forma permanente.

Ninfoplastia (labioplastia)

É a cirurgia para reduzir ou remodelar os pequenos lábios. Costuma ser discutida quando eles causam dor, irritação, dificuldade de higiene ou desconforto ao pedalar, se exercitar, usar roupas justas ou na relação sexual. Pode ser feita com anestesia local, com sedação ou com outros tipos de anestesia, conforme o caso.

Existem diferentes técnicas de corte, e a escolha depende da anatomia. Na recuperação, inchaço e sensibilidade são esperados nas primeiras semanas, e costuma-se orientar evitar relações sexuais, atividades físicas intensas e roupas apertadas por um período definido pelo cirurgião. Como a anatomia normal dos pequenos lábios é muito variada, a indicação estética exige conversa franca sobre expectativas.

Perineoplastia e vaginoplastia

A perineoplastia corrige a região entre a vagina e o ânus, o períneo, que pode ficar alargada ou com cicatriz após partos. A chamada vaginoplastia, nesse contexto, busca reduzir o diâmetro do canal vaginal. Quando há sintomas como sensação de frouxidão importante, dor ou prolapso, a avaliação costuma envolver também a uroginecologia, porque o problema pode estar no assoalho pélvico como um todo.

Outras cirurgias

Há ainda a redução dos grandes lábios, a redução do capuz do clitóris e a lipoaspiração do monte de Vênus (região acima da vulva). São procedimentos com finalidade predominantemente estética e evidência científica mais escassa sobre resultados a longo prazo.

Tecnologias de energia

São aparelhos que aquecem o tecido para provocar uma pequena lesão controlada e estimular remodelação. As sessões costumam ser feitas em consultório, sem corte, geralmente em séries.

  • Laser de CO2 fracionado e laser de érbio: uma ponteira é introduzida na vagina ou aplicada na vulva e emite disparos de laser. Foram estudados principalmente para a síndrome geniturinária da menopausa e para perda de urina aos esforços.
  • Radiofrequência: aquece camadas mais profundas por meio de corrente elétrica de alta frequência. Também é divulgada para ressecamento, flacidez e incontinência leve.
  • Ultrassom microfocado: concentra ondas de ultrassom em pontos específicos para gerar calor. Os dados sobre uso íntimo são ainda mais restritos.

Os estudos sobre esses aparelhos, em geral, são pequenos e de curta duração, e alguns que compararam o tratamento a um procedimento simulado não encontraram diferença clara. Há alertas de autoridades sanitárias e sociedades médicas sobre o uso dessas tecnologias para "rejuvenescimento vaginal" com finalidade estética ou sexual. A comparação mais detalhada está em tecnologias usadas no rejuvenescimento íntimo.

Injetáveis

Preenchimento com ácido hialurônico

O ácido hialurônico é aplicado com agulha ou cânula, geralmente nos grandes lábios, para dar volume. O efeito é imediato e temporário, porque o corpo absorve o produto ao longo de meses. Os riscos incluem inchaço, hematoma, nódulos, infecção e, raramente, obstrução de um vaso sanguíneo, complicação grave que exige atendimento imediato.

Bioestimuladores de colágeno

Substâncias como o ácido polilático e a hidroxiapatita de cálcio são injetadas para estimular o próprio corpo a produzir colágeno, com efeito gradual. Na região íntima, o uso é divulgado para flacidez dos grandes lábios, mas os dados científicos específicos para essa área são limitados. Nódulos e irregularidades são possíveis e podem ser difíceis de corrigir.

Peelings e clareamento

O peeling íntimo usa ácidos ou enzimas para provocar descamação controlada da pele da vulva, da virilha ou da região perianal, com o objetivo de clarear. A pele dessa área é sensível, e o procedimento pode causar irritação, ardor, manchas mais escuras ou mais claras que o restante e, em casos de aplicação inadequada, queimadura.

Vale lembrar que o escurecimento da pele íntima é, na maioria das vezes, normal e ligado a hormônios e atrito. Manchas que surgem de forma rápida ou com outras alterações, como coceira persistente, espessamento ou feridas, precisam ser avaliadas antes de qualquer tratamento estético, porque podem indicar doenças de pele da vulva.

Comparativo geral

GrupoComo é feitoRecuperaçãoEvidência
CirurgiasCorte e sutura, com anestesiaSemanas, com restrições temporáriasMais estudada para queixas funcionais; resultado estético é subjetivo
Energia (laser, radiofrequência)Sessões em consultório, sem corteCurta, com restrições de poucos diasLimitada; estudos pequenos e de curta duração
InjetáveisAplicação com agulha ou cânulaCurta, com inchaço inicialLimitada para a região íntima
PeelingsAplicação de ácidos ou enzimasDias de descamação e sensibilidadeEscassa

Antes de escolher qualquer procedimento

Alguns pontos valem para todos os grupos:

  • a avaliação ginecológica com exame físico vem antes, para descartar infecções, doenças de pele e prolapso;
  • o exame preventivo deve estar em dia;
  • é importante saber quem fará o procedimento, qual a formação e onde ele será realizado;
  • a mulher deve receber informações por escrito sobre riscos, alternativas e cuidados, e ter tempo para decidir.

A lista de perguntas úteis está em o que perguntar antes de um procedimento íntimo.

Perguntas frequentes

Qual é a diferença entre ninfoplastia e labioplastia?

Na prática, os termos são usados como sinônimos para a cirurgia que reduz ou remodela os pequenos lábios. Alguns profissionais usam "labioplastia" de forma mais ampla, incluindo também procedimentos nos grandes lábios.

Procedimentos íntimos sem corte não têm riscos?

Têm. Laser e radiofrequência podem causar dor, ardor, queimadura, cicatriz e dor na relação. Injetáveis podem formar nódulos e, raramente, obstruir vasos. Peelings podem irritar e manchar a pele. Ser menos invasivo não significa ser isento de riscos.

O resultado dos procedimentos é permanente?

Depende do tipo. Cirurgias têm efeito duradouro, mas o corpo continua mudando com a idade, o peso e as gestações. Preenchimentos são absorvidos em meses, e o efeito dos aparelhos de energia, quando existe, tende a diminuir com o tempo.

Quanto tempo depois do parto é possível pensar em um procedimento íntimo?

Os tecidos continuam se recuperando por meses após o parto, e muitas queixas melhoram nesse período, especialmente com fisioterapia do assoalho pélvico. Em geral, procedimentos eletivos não são discutidos nos primeiros meses, nem durante a amamentação, e a decisão deve ser tomada em consulta.

Este conteúdo é informativo e não substitui uma consulta médica. Diagnóstico e tratamento devem ser feitos por profissional habilitado.

Instituto AG

Quer avaliar o seu caso?

Agende uma consulta no Instituto AG, em São José do Rio Preto.

Agendar pelo WhatsApp
Continue lendo

Posts relacionados.