Saúde da mulher

Quando ir ao ginecologista: sinais de alerta e situações de rotina

Por Instituto AG · 10 de janeiro de 2025 · 5 min de leitura

Médico de jaleco sentado entre mulheres em roda de conversa, em sala clara com plantas e prateleiras

Vale ir ao ginecologista em duas situações: para o acompanhamento de rotina, na periodicidade orientada pelo médico, e sempre que surgir um sinal de alerta, sem esperar a próxima consulta marcada. Sangramento fora do padrão, sangramento depois da menopausa, dor pélvica persistente, nódulo na mama e mudanças no corrimento estão entre os sintomas que pedem avaliação antes do previsto.

Neste post você vai ver os principais sinais de alerta, organizados por tipo de sintoma, e quando a situação exige atendimento de urgência.

A consulta de rotina

Mesmo sem sintomas, o acompanhamento periódico permite manter em dia o rastreamento do câncer do colo do útero e de mama, revisar a contracepção e as vacinas e conversar sobre mudanças de cada fase da vida. A primeira consulta costuma acontecer na adolescência, quando surgem dúvidas sobre o ciclo, a sexualidade ou a prevenção, e muitas vezes é só uma conversa. A idade e o intervalo dos exames seguem a orientação médica e as diretrizes vigentes. Os detalhes estão em Avaliação ginecológica: exames de rotina e quando fazer.

O restante deste post trata dos sintomas que não devem esperar a data da rotina.

Alterações no sangramento

O padrão menstrual varia de mulher para mulher. O sinal de alerta é a mudança em relação ao que é habitual para ela:

  • Sangramento muito intenso: precisar trocar o absorvente a cada uma ou duas horas, eliminar coágulos grandes ou ter fluxo que dura bem mais que o normal.
  • Sangramento entre as menstruações ou depois da relação sexual.
  • Ciclos que mudam de padrão de forma persistente, ficando muito curtos, muito longos ou irregulares sem explicação.
  • Ausência de menstruação por alguns meses, fora da gestação, da amamentação e de métodos que suspendem o sangramento.
  • Qualquer sangramento depois da menopausa, mesmo que pequeno ou que aconteça uma única vez.

Sangramento intenso e prolongado também pode levar à anemia, que causa cansaço, falta de ar e palidez.

Dor

  • Cólica que impede atividades do dia a dia ou que não melhora com analgésicos comuns. Dor menstrual incapacitante não é normal e pode estar ligada à endometriose ou à adenomiose.
  • Dor pélvica persistente, mesmo fora do período menstrual.
  • Dor na relação sexual, seja na entrada da vagina, seja mais profunda.
  • Dor ao evacuar ou urinar que piora durante a menstruação.

Mudanças na região íntima

  • Corrimento com cor, odor ou consistência diferentes do habitual.
  • Coceira, ardor ou irritação que não melhoram em poucos dias ou que se repetem várias vezes ao ano.
  • Feridas, bolhas, verrugas, manchas ou caroços na vulva.
  • Sensação de peso ou de "algo saindo" pela vagina.

As causas mais comuns dessas queixas são explicadas em Saúde íntima feminina: queixas comuns e quando investigar.

Mamas

Procure avaliação se notar:

  • nódulo ou área endurecida que não some depois da menstruação;
  • retração da pele ou do mamilo;
  • secreção pelo mamilo, principalmente com sangue ou que sai sem expressão;
  • vermelhidão, aspecto de casca de laranja ou ferida que não cicatriza;
  • caroço na axila.

A maioria dos nódulos é benigna, mas todos precisam ser avaliados, mesmo com a mamografia em dia.

Urina e assoalho pélvico

  • Perda de urina ao tossir, rir ou fazer esforço, ou urgência que atrapalha a rotina.
  • Infecções urinárias que se repetem.
  • Dor ou ardor para urinar com urgência e vontade frequente.

Sintomas hormonais e da menopausa

Ondas de calor, suores noturnos, alterações do sono e do humor, ciclos irregulares a partir dos 40 anos e secura vaginal são motivos para consulta quando afetam a qualidade de vida. Existem opções de tratamento, hormonais e não hormonais, e a escolha depende do histórico de cada mulher. Veja os sinais típicos de cada etapa em Sintomas da menopausa.

Queda importante do desejo sexual que incomoda a mulher também merece conversa com o médico, porque pode ter causas hormonais, emocionais e de relacionamento.

Fertilidade e planejamento

  • Desejo de engravidar em breve: uma consulta antes da concepção permite revisar exames, vacinas, medicamentos em uso e a suplementação indicada.
  • Dificuldade para engravidar depois de um período de tentativas regulares: o tempo recomendado para investigar varia com a idade, e mulheres mais velhas costumam ser orientadas a procurar avaliação mais cedo.
  • Troca ou interrupção do método contraceptivo, ou efeitos colaterais que incomodam.

Quando procurar atendimento de urgência

Algumas situações não devem esperar consulta marcada e pedem pronto atendimento:

  • dor pélvica ou abdominal súbita e intensa;
  • sangramento muito volumoso, com tontura, desmaio ou palpitação;
  • teste de gravidez positivo com dor abdominal ou sangramento;
  • febre com dor pélvica ou corrimento com odor forte;
  • sangramento ou perda de líquido durante a gestação.

Não espere o sintoma ficar insuportável

É comum adiar a consulta por vergonha, por medo do exame ou por achar que o sintoma é "coisa de mulher". Muitas condições ginecológicas são mais simples de tratar quando identificadas cedo. Para quem sente insegurança com a consulta, o post Ginecologista ideal: o que observar na primeira consulta explica o que esperar.

No Instituto AG, os sintomas ligados aos hormônios femininos, como os da perimenopausa e da menopausa, são avaliados em consulta individual, com base na história clínica e nos exames de cada paciente.

Perguntas frequentes

Com que idade devo ir ao ginecologista pela primeira vez?

Não existe uma idade única. A primeira consulta costuma acontecer na adolescência, quando surgem dúvidas sobre o ciclo, a sexualidade ou a prevenção, ou antes, se houver alguma queixa. Ela muitas vezes é só uma conversa, sem exame interno.

Cólica forte é normal?

Algum desconforto menstrual é comum, mas cólica que impede atividades, que piora com os anos ou que não melhora com analgésicos comuns deve ser investigada, porque pode estar associada à endometriose.

Sangrei depois da relação. Preciso me preocupar?

Um episódio isolado pode ter causas simples, mas sangramento após a relação deve ser avaliado, principalmente se se repete, para examinar o colo do útero e descartar alterações.

Tive um pequeno sangramento anos depois da menopausa. É normal?

Não. Todo sangramento depois da menopausa precisa ser avaliado, mesmo que seja pouco e não se repita, para investigar o endométrio e outras causas possíveis.

Este conteúdo é informativo e não substitui uma consulta médica. Diagnóstico e tratamento devem ser feitos por profissional habilitado.

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